Quando a amigdalite se torna um problema crônico
A amigdalite aguda é uma inflamação das amígdalas palatinas (tonsilas) muito comum, especialmente em crianças e adolescentes. Na maioria dos casos, episódios isolados são tratados com sucesso com medicamentos. O problema surge quando os episódios se repetem com frequência, comprometendo a qualidade de vida, causando faltas escolares e demandando uso repetido de antibióticos.
Os critérios clínicos estabelecidos para definir amigdalite recorrente são:
- 7 ou mais episódios em 1 ano, ou
- 5 ou mais episódios por ano em 2 anos consecutivos, ou
- 3 ou mais episódios por ano em 3 anos consecutivos.
Sinais e sintomas da amigdalite aguda
- Dor de garganta intensa — especialmente ao engolir.
- Febre alta.
- Amígdalas aumentadas e avermelhadas — frequentemente com pus (exsudato).
- Dificuldade para engolir e abrir a boca nos casos mais graves.
- Linfadenomegalia cervical — ínguas no pescoço dolorosas.
- Halitose durante o episódio.
- Prostração e mal-estar geral.
Impactos das amigdalites de repetição
- Faltas escolares frequentes — cada episódio dura em média 5-7 dias com febre e dor.
- Uso repetido de antibióticos — com risco crescente de resistência bacteriana e efeitos colaterais.
- Piora da qualidade do sono — amígdalas aumentadas obstruem a via aérea à noite, causando ronco e apneia.
- Dificuldade para engolir sólidos quando as amígdalas estão muito hipertrofiadas.
- Impacto no ganho de peso em crianças — redução da ingesta por dor e dificuldade de deglutição.
- Ansiedade familiar pelo ciclo repetitivo de infecções.
Complicações possíveis
Abscesso periamigdaliano
O abscesso periamigdaliano é uma das complicações mais comuns das amigdalites recorrentes. Ocorre quando a infecção se estende para além das amígdalas, formando uma coleção de pus ao redor delas. Os sintomas são muito mais intensos: dificuldade grave para abrir a boca (trismo), voz alterada ("voz de batata quente"), dor unilateral intensa e desvio da úvula. Requer drenagem imediata.
Febre reumática
A amigdalite por Streptococcus do grupo A, quando não tratada adequadamente, pode levar à febre reumática — com comprometimento do coração, articulações e sistema nervoso. Por isso, o tratamento correto das amigdalites estreptocócicas é fundamental.
Indicações de amigdalectomia
A amigdalectomia (cirurgia de remoção das amígdalas) é indicada quando:
- Há amigdalites recorrentes pelos critérios estabelecidos (7/1 ano, 5/2 anos, 3/3 anos).
- As amígdalas estão muito hipertrofiadas causando obstrução respiratória, dificuldade para engolir ou apneia do sono.
- Ocorreu abscesso periamigdaliano.
- Há suspeita de lesão nas amígdalas que exige biópsia.
A cirurgia é segura e eficaz, com melhora significativa da qualidade de vida da criança. A Dra. Loyane Bronzon avalia cada caso individualmente, sem indicações precipitadas — mas também sem postergar o que o paciente realmente precisa.
Agende a Consulta do seu Filho(a)
Amigdalites que se repetem merecem avaliação criteriosa. Consulte a Dra. Loyane Bronzon na Clínica Óris, em Belo Horizonte, e entenda qual é a melhor conduta.
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