AOS infantil: diferente da apneia do adulto
A Apneia Obstrutiva do Sono em crianças tem particularidades importantes que a diferenciam da AOS do adulto — tanto nas causas quanto nas manifestações e no tratamento. Por isso, exige avaliação especializada e diferenciada.
Enquanto nos adultos a obesidade é o principal fator de risco, nas crianças a causa mais frequente é a hipertrofia de adenóide e/ou amígdalas palatinas. E as consequências, quando não tratadas, podem afetar o crescimento, o desenvolvimento cognitivo, o comportamento e a face.
Causas mais comuns de AOS em crianças
- Hipertrofia de adenóide e amígdalas: é a causa mais comum e frequentemente curável com cirurgia (adenoamigdalectomia).
- Obesidade infantil: problema crescente que aumenta o risco de AOS mesmo em crianças.
- Alterações craniofaciais: retrognatia (queixo pequeno), micrognatia, palato estreito — que reduzem o espaço faríngeo.
- Rinite alérgica: obstrução nasal crônica que aumenta a resistência das vias aéreas.
Sinais de alerta para os pais
O ronco e o sono agitado em crianças nunca devem ser considerados normais. Eles podem indicar AOS infantil. Fique atento a:
- Ronco frequente — mais de 3 noites por semana.
- Pausas respiratórias observadas pelos pais durante o sono.
- Posições incomuns ao dormir — pescoço hiperestendido, de bruços.
- Sono agitado com muita movimentação e mudança de posição.
- Sudorese noturna excessiva.
- Enurese noturna (xixi na cama) persistente em crianças maiores.
- Baba no travesseiro — boca aberta durante o sono.
- Respiração pela boca durante o dia e a noite.
Impactos no desenvolvimento: o que a AOS causa nas crianças
Crianças com AOS não tratada podem apresentar consequências sérias ao longo do tempo:
- Déficit de crescimento: a AOS interfere na liberação do hormônio do crescimento, que ocorre nas fases profundas do sono — comprometendo o desenvolvimento físico.
- Alterações cognitivas: dificuldade de aprendizado, problemas de memória e atenção reduzida.
- Comportamento: hiperatividade, irritabilidade e agitação — que muitas vezes são confundidos com TDAH. A sonolência em crianças pode se manifestar paradoxalmente como hiperatividade.
- Baixo rendimento escolar: consequência direta das alterações cognitivas e comportamentais.
- Alterações no desenvolvimento craniofacial: a respiração bucal crônica associada pode levar a alterações permanentes da face e da arcada dentária.
- Hipertensão pulmonar: em casos graves e não tratados por longo período.
Diagnóstico e avaliação integrada
A avaliação da Dra. Loyane com crianças inclui:
- Anamnese com os pais: padrão do sono, frequência do ronco, comportamento diurno, rendimento escolar, respiração.
- Exame físico otorrinolaringológico completo: nariz, amígdalas, adenóide, cavidade oral, face.
- Videonasolaringoscopia: os pais podem visualizar a adenóide e as estruturas em tempo real na tela, compreendendo o diagnóstico de forma visual.
- Diagnóstico integrado da face: avaliação de olheiras, alongamento facial, palato, dentes e outros sinais da síndrome do respirador bucal.
- Polissonografia infantil: quando indicada, para confirmar e quantificar a AOS.
Tratamento da apneia infantil
O tratamento depende da causa e da gravidade:
- Adenoamigdalectomia: quando há hipertrofia significativa de adenóide e/ou amígdalas, a cirurgia é frequentemente curativa. É o tratamento de primeira linha em crianças com AOS por essa causa.
- Tratamento da rinite alérgica: controle medicamentoso para reduzir a obstrução nasal.
- Orientação para perda de peso: quando a obesidade é fator contribuinte.
- Acompanhamento multidisciplinar: em casos com alterações craniofaciais ou cognitivas, pode ser necessário envolver ortodontista, fonoaudiólogo e pediatra.
Agende a Consulta do seu Filho(a)
Se seu filho ronca, dorme agitado ou apresenta pausas respiratórias, não espere para avaliar. Consulte a Dra. Loyane Bronzon na Clínica Óris, em Belo Horizonte.
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