O desenvolvimento da fala e a ORL
O desenvolvimento da linguagem é um dos marcos mais importantes da infância. Em termos gerais, espera-se que crianças balbuciem por volta dos 6 meses, falem as primeiras palavras ao redor de 1 ano e formem frases simples aos 2 anos. Quando há atraso significativo nesse percurso, a investigação precisa ser ampla — e a avaliação otorrinolaringológica é parte fundamental desse processo.
A avaliação da Dra. Loyane Bronzon não substitui a do fonoaudiólogo ou neuropediatra — ela complementa e integra a investigação, identificando e tratando condições otorrinolaringológicas que podem estar contribuindo para o atraso.
1. Perda auditiva: o fator mais crítico
A criança aprende a falar ouvindo. Uma criança que não ouve adequadamente — mesmo que parcialmente — não consegue desenvolver a linguagem de forma normal. Por isso, a avaliação auditiva é o primeiro passo em qualquer investigação de atraso de fala.
Otite média secretora (otite serosa)
A otite serosa é o acúmulo de líquido na orelha média sem sinais de infecção aguda. É extremamente comum em crianças, especialmente aquelas com hipertrofia de adenóide — que comprime a tuba auditiva, impedindo a drenagem. O grande problema é que muitas vezes é silenciosa: a criança não se queixa de dor, mas ouve como se estivesse "dentro d'água", com voz abafada.
Quando persiste por meses, pode causar perda auditiva condutiva que interfere diretamente na aquisição de vocabulário, discriminação de sons e desenvolvimento da linguagem.
Otites de repetição
Episódios recorrentes de otite média aguda podem resultar em perfurações timpânicas, alterações na orelha média e comprometimento auditivo persistente — impactando o desenvolvimento da fala a médio e longo prazo.
2. Respiração bucal crônica
A respiração bucal crônica compromete o desenvolvimento da fala por múltiplos mecanismos:
- Posicionamento inadequado da língua: a criança que respira pela boca mantém a língua em posição baixa e anteriorizada, prejudicando a articulação de fonemas que exigem elevação lingual (como /l/, /r/, /t/, /d/, /n/).
- Hipotonia da musculatura orofacial: a falta de uso adequado da musculatura leva à flacidez, comprometendo a precisão dos movimentos para a fala.
- Alterações dentárias e oclusais: mordida aberta, mordida cruzada e palato ogival dificultam a articulação correta de vários sons.
3. Anquiloglossia (língua presa)
A anquiloglossia é uma condição em que o frênulo lingual (a membrana que conecta a língua ao assoalho da boca) é curto ou inserido muito anteriormente, limitando os movimentos da língua. Isso pode dificultar a articulação de sons que exigem elevação lingual.
A avaliação da mobilidade lingual faz parte do exame físico realizado pela Dra. Loyane. Quando há indicação clara, a frenectomia lingual (liberação do frênulo) pode ser realizada — sendo um procedimento simples e com boa recuperação.
Diagnóstico integrado na avaliação da Dra. Loyane
A avaliação otorrinolaringológica completa para atraso de fala inclui:
- Anamnese detalhada: marcos do desenvolvimento, histórico de infecções, padrão de respiração, sono, alimentação.
- Exame físico otorrinolaringológico completo: ouvido, nariz, garganta, cavidade oral e mobilidade lingual.
- Videonasolaringoscopia: avaliação de adenóide, fossas nasais e laringe quando indicado.
- Audiometria e impedanciometria: avaliação objetiva da audição e da função da orelha média.
- Encaminhamento para fonoaudiologia: avaliação específica das habilidades de linguagem e articulação.
- Encaminhamento multidisciplinar quando necessário: neurologista pediátrico, ortodontista, geneticista.
Agende a Consulta do seu Filho(a)
Se seu filho tem atraso de fala, a avaliação otorrinolaringológica é parte importante da investigação. Consulte a Dra. Loyane Bronzon na Clínica Óris, em Belo Horizonte.
Agendar pelo WhatsApp