A respiração bucal é quase sempre uma consequência
Respirar pela boca geralmente é a resposta do organismo a uma obstrução que impede o fluxo de ar pelo nariz. O corpo busca uma via alternativa para garantir a oxigenação — e a boca é essa alternativa. Por isso, o tratamento eficaz da respiração bucal começa por identificar e tratar o que está causando a obstrução nasal.
A Dra. Loyane Bronzon investiga sistematicamente cada possível causa na avaliação clínica e na videonasolaringoscopia realizada na própria consulta.
1. Hipertrofia de adenóide
A adenóide (tonsila faríngea) é um tecido linfoide localizado na parte posterior do nariz — na rinofaringe. Em crianças, tende a ser naturalmente maior e, em alguns casos, cresce a ponto de obstruir significativamente a passagem de ar pelo nariz.
É a causa mais comum de respiração bucal em crianças, especialmente entre 2 e 8 anos. Além de obstruir o nariz, a adenóide hipertrofiada comprime a tuba auditiva, favorecendo otites de repetição.
- Respiração bucal persistente, especialmente à noite.
- Ronco e sono agitado.
- Voz anasalada ("nariz entupido").
- Otites recorrentes.
2. Rinite alérgica
A rinite alérgica é uma das causas mais comuns de obstrução nasal crônica em crianças e adultos. A inflamação mediada por IgE causa edema da mucosa nasal e dos cornetos, estreitando as fossas nasais e dificultando o fluxo de ar.
- Alérgenos comuns: ácaros, pelos de animais, pólen, fungos e baratas.
- Sintomas: obstrução nasal, espirros em salva, coriza clara, coceira nasal e ocular, olheiras.
- Tratamento: corticosteroides nasais, anti-histamínicos, lavagem nasal, controle ambiental e imunoterapia em casos selecionados.
3. Hipertrofia de cornetos nasais
Os cornetos inferiores — as maiores estruturas dentro das fossas nasais — podem se tornar cronicamente aumentados por inflamação persistente (principalmente por rinite). Quando hipertrofiados, ocupam espaço bilateral nas fossas nasais, reduzindo significativamente o fluxo de ar.
Em muitos casos, a hipertrofia de cornetos coexiste com rinite alérgica ou vasomotora — e o tratamento da rinite melhora o volume dos cornetos. Quando refratária, pode ser necessária turbinoplastia.
4. Desvio de septo nasal
O septo desviado reduz o espaço de passagem do ar em uma ou ambas as fossas nasais. Embora mais comum em adultos e adolescentes (pós-trauma ou crescimento assimétrico), pode estar presente desde a infância.
Quando significativo, o desvio de septo contribui para obstrução nasal persistente, ronco e, combinado com outros fatores, pode favorecer a respiração bucal. A septoplastia é o tratamento definitivo quando indicada.
5. Hipertrofia de amígdalas palatinas
As amígdalas palatinas (localizadas na garganta) não causam obstrução nasal diretamente — mas quando muito aumentadas, ocupam espaço na orofaringe, dificultam a respiração geral e podem contribuir para que a criança mantenha a boca aberta. Em casos de AOS infantil por hipertrofia tonsilar, a amigdalectomia é frequentemente curativa.
6. Rinossinusite crônica
A inflamação persistente dos seios paranasais com secreção espessa que drena para as fossas nasais pode causar obstrução nasal crônica e respiração bucal. O tratamento clínico ou cirúrgico da rinossinusite pode resolver a obstrução e restaurar a respiração nasal.
Agende sua Consulta
Identificar a causa da respiração bucal é o primeiro passo para tratar de forma eficaz. Consulte a Dra. Loyane Bronzon na Clínica Óris, em Belo Horizonte.
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