O que é o desvio de septo nasal?
O septo nasal é a parede que divide as fossas nasais em direita e esquerda. É composto por uma porção óssea na parte posterior e uma porção cartilaginosa na parte anterior. Quando o septo cresce ou se desenvolve de forma assimétrica, ele se desvia para um lado — estreitando aquela fossa nasal e dificultando a passagem do ar.
O desvio de septo é extremamente comum na população em geral. No entanto, há uma diferença importante entre um desvio leve (sem impacto clínico) e um desvio moderado a grave que causa obstrução nasal sintomática e compromete a qualidade de vida.
Causas do desvio de septo
- Trauma nasal: fraturas do nariz — mesmo aquelas da infância que "não foram tratadas" — são uma causa frequente. O impacto pode desviar ou fraturar o septo sem deformidade externa visível.
- Crescimento assimétrico: durante o desenvolvimento, o septo pode crescer de forma desigual, resultando em desvio sem trauma prévio.
- Congênito: presente desde o nascimento — pode ocorrer durante o parto ou ser de origem genética.
Sintomas do desvio de septo
- Obstrução nasal unilateral ou bilateral — sensação de que um ou ambos os lados do nariz estão "entupidos".
- Obstrução que alterna de lado — relacionada ao ciclo nasal fisiológico que alterna a permeabilidade entre as fossas.
- Ronco — a resistência nasal aumentada favorece o ronco noturno.
- Respiração bucal — especialmente durante a noite.
- Epistaxe (sangramento nasal) recorrente — especialmente quando há espículas ósseas no septo que ressecam a mucosa.
- Sinusites recorrentes — quando o septo obstrui o meato médio, pode dificultar a drenagem dos seios paranasais.
- Cefaleia em alguns casos, pela pressão das estruturas.
Diagnóstico com a Dra. Loyane Bronzon
O diagnóstico é clínico, realizado pelo exame físico (rinoscopia anterior) e pela videonasolaringoscopia — realizada na própria consulta. Esse exame permite visualizar o septo em toda a sua extensão, avaliar o grau do desvio, identificar espículas ósseas e avaliar também os cornetos e a mucosa nasal, que frequentemente estão alterados junto com o septo.
Em casos com suspeita de rinossinusite crônica associada ou para planejamento cirúrgico detalhado, pode ser solicitada tomografia computadorizada dos seios da face.
Tratamento: a septoplastia
O tratamento clínico (corticosteroides nasais, lavagem nasal) pode ajudar a controlar a inflamação da mucosa associada, mas não corrige o desvio estrutural do septo. O único tratamento definitivo é cirúrgico.
Como é a septoplastia
A septoplastia é realizada completamente por dentro do nariz — sem cortes externos. Sob anestesia geral, o cirurgião remove ou reposiciona as porções desviadas do septo, mantendo a estrutura de suporte do nariz. A Dra. Loyane utiliza técnicas modernas e minimamente invasivas.
Cirurgia combinada
Em muitos casos, a septoplastia é realizada junto com a turbinoplastia (redução dos cornetos inferiores hipertrofiados) em um único procedimento — otimizando o resultado e evitando duas cirurgias separadas.
Recuperação pós-operatória
- Alta no mesmo dia ou no dia seguinte à cirurgia.
- Pode haver uso temporário de tampões nasais ou splints (lâminas de silicone) por alguns dias.
- Lavagem nasal frequente — fundamental para o pós-operatório.
- Evitar esforços físicos nas primeiras 2-3 semanas.
- Recuperação completa em 2-4 semanas.
- Melhora da respiração nasal documentada na grande maioria dos pacientes.
Agende sua Consulta
Nem todo desvio de septo precisa de cirurgia — mas todo desvio sintomático merece avaliação especializada. Consulte a Dra. Loyane Bronzon na Clínica Óris, em Belo Horizonte.
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