O mecanismo por trás do som do ronco
O ronco é o som produzido pela vibração dos tecidos moles da faringe durante a respiração no sono. Essa vibração ocorre quando o espaço disponível para a passagem do ar nas vias aéreas superiores é reduzido — fazendo com que o ar ganhe velocidade ao passar e cause a oscilação de estruturas como o palato mole, a úvula, a base da língua e as tonsilas palatinas.
Quanto mais estreito o espaço e mais flácidos os tecidos, maior a turbulência do fluxo de ar — e mais intenso o ronco.
Por que o ronco acontece durante o sono?
Durante o sono, ocorre um relaxamento natural da musculatura de todo o corpo, incluindo a musculatura da faringe. Em pessoas sem predisposição, esse relaxamento não compromete o fluxo de ar. Em pessoas que roncam, esse relaxamento é mais acentuado ou existe uma obstrução anatômica prévia que já estreitava a via aérea — e o relaxamento do sono faz o espaço se tornar crítico.
O sono REM é a fase em que o tônus muscular é menor, por isso o ronco tende a ser mais intenso nesse período.
Fatores que favorecem o ronco
- Posição supina (dormir de costas): favorece a queda da língua e do palato para a faringe, estreitando ainda mais o espaço.
- Consumo de álcool: relaxa a musculatura faríngea além do normal, agravando a vibração dos tecidos.
- Sedativos e relaxantes musculares: mesmo efeito do álcool sobre o tônus muscular.
- Sobrepeso e obesidade: depósito de gordura ao redor da faringe reduz o calibre da via aérea.
- Obstrução nasal: desvio de septo, rinite e hipertrofia de cornetos aumentam a resistência nasal, forçando a respiração bucal e favorecendo o colapso faríngeo.
- Tabagismo: a inflamação crônica da mucosa pelo tabaco causa edema e obstrução.
- Amígdalas e adenóide aumentadas: reduzem o espaço faríngeo, especialmente em crianças.
- Alterações anatômicas do palato e úvula: palato longo, úvula hipertrofiada predispõem à vibração.
Ronco primário versus ronco associado à apneia
Nem todo ronco representa a mesma condição. Há uma diferença fundamental:
- Ronco primário (benigno): vibração de tecidos sem pausas respiratórias, sem fragmentação do sono e sem consequências cardiovasculares documentadas. O sono do roncador é praticamente normal em termos de estrutura.
- Ronco associado à AOS: o estreitamento que causa o ronco é tão acentuado que a via aérea colapsa completamente, gerando apneias repetidas, quedas de oxigenação e microdespertares que destroem a arquitetura do sono.
A diferenciação entre os dois é o ponto central da avaliação — porque determina se é necessário apenas tratar a causa do ronco ou se há risco sistêmico que exige tratamento mais amplo.
O nível da obstrução: por que importa para o tratamento
A obstrução pode ocorrer em diferentes níveis da via aérea superior — nasal, retropalatino, orofaríngeo ou na base da língua. Identificar onde está a principal obstrução é essencial para escolher a conduta certa.
É exatamente para isso que a videonasolaringoscopia, realizada na própria consulta com a Dra. Loyane Bronzon, é tão valiosa: permite visualizar em tempo real cada estrutura da via aérea e identificar o local de maior estreitamento — orientando se o tratamento deve focar no nariz, no palato, nas amígdalas ou em múltiplos níveis.
O papel da avaliação clínica especializada
A avaliação otorrinolaringológica completa inclui:
- Anamnese detalhada: características do ronco, sintomas associados, fatores de risco (peso, álcool, posição).
- Exame físico das vias aéreas superiores: avaliação de nariz, palato, amígdalas, úvula, base da língua e espaço retropalatino.
- Videonasolaringoscopia: visualização direta do nível de obstrução.
- Polissonografia (quando indicada): para diferenciar ronco primário de AOS e graduar a gravidade.
Agende sua Consulta
Entender a causa do seu ronco é o primeiro passo para tratar de forma eficaz. Consulte a Dra. Loyane Bronzon na Clínica Óris, em Belo Horizonte.
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