O que é a adenóide?

A adenóide (ou tonsila faríngea) é um tecido linfoide localizado na rinofaringe — a parte posterior do nariz, que se comunica com a garganta. Ela faz parte do sistema imunológico e, em crianças, ajuda a combater infecções respiratórias.

Naturalmente, a adenóide tende a crescer na infância e a regredir progressivamente a partir dos 7-8 anos. No entanto, em algumas crianças ela cresce demais — ocupando espaço que compromete a respiração nasal e a drenagem da orelha média.

Faixa etária e prevalência

A hipertrofia de adenóide é mais comum entre 2 e 8 anos de idade — a faixa em que o tecido linfoide da rinofaringe atinge seu maior tamanho. Após os 8-10 anos, há regressão natural na maioria das crianças, mas o problema pode persistir em algumas.

Em adultos, a hipertrofia de adenóide é menos comum, mas pode ocorrer — especialmente em contextos de infecções recorrentes ou condições imunológicas.

Consequências da adenóide hipertrofiada

Obstrução nasal e respiração bucal

A adenóide aumentada obstrui a passagem posterior do nariz, impedindo o fluxo de ar pela via nasal — especialmente durante o sono. Isso leva à respiração bucal crônica, com todas as consequências para o desenvolvimento craniofacial e a qualidade do sono.

Disfunção da tuba auditiva e otites

A adenóide se encontra adjacente às aberturas das tubas auditivas (trompas de Eustáquio) na rinofaringe. Quando hipertrofiada, ela comprime esses óstios, comprometendo a ventilação e a drenagem da orelha média — o que leva à otite média com efusão (otite serosa) e às otites recorrentes.

Ronco e apneia infantil

A adenóide aumentada estreita a via aérea superior, causando ronco e, em casos mais graves, apneia obstrutiva do sono. A criança dorme agitada, ronca, tem sudorese noturna e acorda cansada.

Infecções recorrentes

A adenóide hipertrofiada pode se tornar um reservatório crônico de bactérias, favorecendo infecções recorrentes do ouvido e da garganta.

Diagnóstico: a videonasolaringoscopia como padrão

A adenóide está localizada na parte posterior do nariz, inacessível ao exame direto convencional. O método mais preciso para avaliar o tamanho da adenóide e o grau de obstrução que ela causa é a videonasolaringoscopia — realizada pela Dra. Loyane na própria consulta.

Com o aparelho fino e flexível introduzido pela narina, é possível visualizar a adenóide em tempo real, avaliar o grau de obstrução da rinofaringe, checar o estado dos óstios das tubas auditivas e obter um diagnóstico preciso. Os pais podem acompanhar as imagens na tela durante o exame.

Tratamento: quando a adenoidectomia é indicada

O tratamento clínico (corticosteroides nasais, lavagem nasal, anti-histamínicos) pode reduzir o edema da mucosa e diminuir parcialmente o volume da adenóide — sendo a primeira abordagem em casos leves.

A adenoidectomia (cirurgia de remoção da adenóide) é indicada quando:

  • A adenóide causa obstrução nasal significativa com respiração bucal crônica refratária ao tratamento clínico.
  • Há otites recorrentes com adenóide comprimindo a tuba auditiva.
  • Há otite média com efusão persistente.
  • Há ronco ou apneia do sono infantil com adenóide como fator contribuinte.
  • O tratamento clínico adequado por tempo suficiente não foi eficaz.

A cirurgia é realizada sob anestesia geral, dura cerca de 30 minutos e a criança recebe alta no mesmo dia ou no dia seguinte. A recuperação é rápida — em geral 5-7 dias — com melhora imediata da respiração nasal.

Agende a Consulta do seu Filho(a)

Adenóide aumentada tem diagnóstico preciso e tratamento eficaz. Consulte a Dra. Loyane Bronzon na Clínica Óris, em Belo Horizonte.

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