Quebrar o ciclo de infecções recorrentes

Infecções recorrentes do ouvido (otites) e dos seios da face (sinusites) são condições extremamente frustrantes para os pacientes e suas famílias. O ciclo de infecção → antibiótico → melhora temporária → nova infecção pode se repetir por meses ou anos, causando impacto significativo na qualidade de vida, no trabalho e na escola.

A abordagem da Dra. Loyane Bronzon não é apenas tratar cada episódio quando ele ocorre, é investigar e tratar a causa raiz das infecções de repetição, reduzindo a frequência dos episódios e o uso de antibióticos a longo prazo.

Etapa 1: Avaliação inicial completa

  • Anamnese detalhada: frequência das infecções, tratamentos prévios, duração de cada episódio, impacto na qualidade de vida.
  • Exame físico otorrinolaringológico completo: fossas nasais, rinofaringe, orofaringe, orelhas.
  • Videonasolaringoscopia: visualização da adenoide, fossas nasais, óstios dos seios e orofaringe em tempo real.
  • Audiometria e impedanciometria: para pacientes com otites recorrentes, avaliação objetiva da audição e da função da orelha média.
  • Tomografia dos seios da face: quando há suspeita de rinossinusite crônica.
  • Testes alérgicos: quando há suspeita de rinite alérgica como fator predisponente.

Etapa 2: Identificação dos fatores predisponentes

A Dra. Loyane investiga sistematicamente as causas que favorecem as infecções de repetição:

  • Hipertrofia de adenoide: obstrui a tuba auditiva e é reservatório de bactérias.
  • Desvio de septo nasal: compromete a ventilação e drenagem dos seios.
  • Hipertrofia de cornetos: aumenta a resistência nasal e favorece infecções.
  • Rinite alérgica não controlada: inflamação persistente que facilita infecções.
  • Disfunção da tuba auditiva: facilita otites recorrentes.
  • Refluxo laringofaríngeo: pode comprometer a mucosa nasal e faríngea.
  • Tabagismo passivo e fatores ambientais.
  • Imunodeficiências: investigadas quando há suspeita clínica.

Etapa 3: Tratamento clínico dirigido

  • Controle da rinite alérgica: corticosteroides nasais, anti-histamínicos, controle ambiental.
  • Lavagem nasal regular: fundamental para manter as fossas nasais limpas e prevenir novas infecções.
  • Vacinação: pneumocócica e anti-influenza, recomendadas para pacientes com infecções de repetição.
  • Tratamento do refluxo: quando identificado como fator contribuinte.
  • Medidas ambientais: redução de tabagismo passivo, controle de umidade, redução de exposição a alérgenos.

Etapa 4: Tratamento cirúrgico quando indicado

  • Adenoidectomia: remoção da adenoide, reduz drasticamente as otites recorrentes e as sinusites em crianças com hipertrofia de adenoide.
  • Tubos de ventilação (carretéis): indicados para otite média com efusão persistente ou otites recorrentes refratárias. Permitem ventilação e drenagem contínua da orelha média.
  • Septoplastia: correção de desvio de septo significativo.
  • Cirurgia endoscópica dos seios (CENS): para rinossinusite crônica refratária ao tratamento clínico.
  • Amigdalectomia: em casos com amigdalites recorrentes pelos critérios estabelecidos.

Etapa 5: Acompanhamento seriado e redução de antibióticos

O diferencial do programa é o acompanhamento contínuo:

  • Consultas periódicas para avaliação da evolução e ajuste do tratamento.
  • Monitoramento auditivo: especialmente em crianças com histórico de otites.
  • Orientação sobre manejo em casa: como reconhecer se é viral (não precisa de antibiótico) ou bacteriano.
  • Meta de redução das infecções: documentação da frequência antes e durante o programa.
  • Uso racional de antibióticos: reservados para infecções bacterianas confirmadas, evitando resistência bacteriana e efeitos colaterais desnecessários.

Perguntas frequentes

Meu filho vive tomando antibiótico para otite, isso é normal?

Uso repetido de antibiótico costuma indicar que a causa raiz das otites não foi tratada. O programa de acompanhamento busca reduzir a frequência das infecções e o uso de antibiótico a longo prazo, investigando fatores como adenoide, alergia e disfunção da tuba auditiva.

Tubo de ventilação no ouvido dói ou é perigoso?

É um procedimento simples e bem estabelecido, indicado quando há otite com efusão persistente ou otites recorrentes que não respondem a outras medidas. O tubo fica temporariamente no tímpano para drenar e ventilar a orelha média, e a decisão é avaliada caso a caso conforme o histórico da criança.

Sinusite de repetição em criança precisa de cirurgia?

Na maioria dos casos, não: o tratamento começa por medidas clínicas, como lavagem nasal, controle de rinite alérgica e, quando indicado, adenoidectomia. A Dra. Loyane Bronzon, em Vila da Serra (Nova Lima/MG), reserva a cirurgia endoscópica dos seios para casos refratários ao tratamento clínico.

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É possível quebrar o ciclo de infecções recorrentes. Consulte a Dra. Loyane Bronzon em Nova Lima e região, e inicie o programa de acompanhamento especializado.

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