O que é a rinite alérgica?

A rinite alérgica é uma inflamação da mucosa nasal mediada por mecanismo imunológico (IgE) desencadeada por alérgenos inalados. É uma das condições mais prevalentes no mundo, afetando cerca de 20-30% da população — e frequentemente coexiste com outras condições como asma, conjuntivite alérgica e sinusite crônica.

Quando não controlada adequadamente, a rinite alérgica contribui para obstrução nasal crônica, piora do sono, respiração bucal, ronco e, em crianças, pode impactar o desenvolvimento craniofacial e o rendimento escolar.

Principais alérgenos

  • Ácaros da poeira doméstica — causa mais comum de rinite perene no Brasil.
  • Pólen de plantas — causa de rinite sazonal, com piora em determinadas épocas do ano.
  • Pelos e descamação de animais — gatos, cães e outros pets.
  • Fungos e bolores — em ambientes úmidos e mal ventilados.
  • Baratas — alérgeno relevante especialmente em grandes cidades.

Classificação da rinite alérgica

Rinite sazonal (febre do feno)

Os sintomas ocorrem em determinadas épocas do ano, geralmente relacionados à polinização de plantas. No Brasil, esse padrão é menos marcado do que em países de clima temperado, mas existe em algumas regiões.

Rinite perene

Os sintomas são persistentes ao longo do ano, geralmente relacionados a ácaros, fungos ou outros alérgenos domésticos constantes. É a forma mais comum no Brasil.

Classificação por gravidade (ARIA)

  • Intermitente leve: sintomas menos de 4 dias/semana ou menos de 4 semanas, sem impacto significativo.
  • Intermitente moderada-grave: mesma frequência, mas com impacto no sono, trabalho, escola ou atividades diárias.
  • Persistente leve a moderada-grave: mais de 4 dias/semana e mais de 4 semanas, com ou sem impacto funcional.

Sintomas típicos

  • Espirros em salva — múltiplos espirros seguidos, especialmente ao acordar.
  • Coriza clara e aquosa.
  • Obstrução nasal — bilateral, pode ser intermitente ou persistente.
  • Prurido nasal, ocular e de palato — coceira intensa.
  • Lacrimejamento e olhos vermelhos — conjuntivite alérgica associada.
  • Olheiras alérgicas — congestão venosa crônica.

Tratamento da rinite alérgica

1. Medidas de controle ambiental

Reduzir a carga alergênica é essencial: capas impermeáveis para colchão e travesseiro, lavagem frequente das roupas de cama em água quente, controle de umidade para evitar fungos, redução de carpetes e cortinas, e evitar contato com animais quando há sensibilização.

2. Farmacoterapia

  • Corticosteroides nasais: medicação de primeira escolha — altamente eficaz para controlar a inflamação nasal.
  • Anti-histamínicos: reduzem coceira, espirros e coriza — por via oral ou nasal.
  • Antileucotrienos: bloqueiam mediadores inflamatórios — especialmente úteis quando há associação com asma.
  • Lavagem nasal com soro fisiológico: remover alérgenos e muco das fossas nasais.

3. Imunoterapia (vacinas de alergia)

A imunoterapia é o único tratamento que modifica o curso da doença — em vez de apenas controlar os sintomas. Busca dessensibilizar o paciente aos alérgenos, reduzindo a resposta alérgica ao longo do tempo. É indicada em casos selecionados, especialmente quando há múltiplos alérgenos ou quando o tratamento medicamentoso não é suficiente para o controle.

Agende sua Consulta

Rinite alérgica tem controle eficaz com o tratamento correto. Consulte a Dra. Loyane Bronzon na Clínica Óris, em Belo Horizonte.

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