Mais do que um incômodo: o ronco como sinal de alerta
O ronco é o som produzido pela vibração dos tecidos moles da faringe durante a respiração no sono. Ele ocorre quando há redução do espaço disponível para a passagem do ar nas vias aéreas superiores — e pode ser o primeiro sinal de uma condição mais séria: a Apneia Obstrutiva do Sono (AOS).
Na Clínica Óris, a Dra. Loyane Bronzon oferece um programa de acompanhamento personalizado para pacientes com ronco e apneia, combinando avaliação anatômica detalhada, tratamento das causas e, quando necessário, orientação para emagrecimento.
Ronco primário versus ronco associado à apneia
É fundamental distinguir entre dois tipos de ronco, pois o plano de tratamento é diferente para cada um:
- Ronco primário (benigno): ronco sem pausas respiratórias, sem fragmentação do sono e sem consequências cardiovasculares. Pode ser socialmente incômodo, mas não representa risco médico significativo por si só.
- Ronco associado à apneia: acompanhado de pausas respiratórias (apneias), fragmentação do sono, sonolência diurna excessiva e riscos sistêmicos. Esta condição exige avaliação e tratamento médico.
A avaliação clínica e a videonasolaringoscopia realizadas na consulta são os instrumentos para essa diferenciação — permitindo identificar o nível de obstrução e planejar a conduta mais adequada.
Apneia Obstrutiva do Sono: classificação por gravidade
A AOS é caracterizada por episódios repetidos de obstrução das vias aéreas superiores durante o sono. A gravidade é medida pelo Índice de Apneia-Hipopneia (IAH) — número de eventos por hora de sono:
- Normal: IAH menor que 5 eventos/hora
- AOS leve: IAH entre 5 e 15 eventos/hora
- AOS moderada: IAH entre 15 e 30 eventos/hora
- AOS grave: IAH acima de 30 eventos/hora
Essa classificação é determinante para a escolha do tratamento — desde mudanças comportamentais em casos leves até CPAP ou cirurgia em casos moderados a graves.
Consequências da apneia não tratada
Impactos cardiovasculares
A AOS é um fator de risco independente para hipertensão arterial, arritmias cardíacas (especialmente fibrilação atrial), doença arterial coronariana e acidente vascular cerebral (AVC). As quedas repetidas na saturação de oxigênio ativam o sistema nervoso simpático e sobrecarregam o coração.
Impactos metabólicos
Existe relação entre AOS e resistência à insulina, dificuldade de controle de peso e alterações no metabolismo da glicose. A relação com obesidade é bidirecional: a AOS prejudica o metabolismo, enquanto a obesidade piora a AOS.
Impactos neurocognitivos
Sonolência diurna excessiva com risco de acidentes, déficit de memória e concentração, irritabilidade, ansiedade e depressão são comuns em pacientes com AOS não tratada — e frequentemente melhoram com o tratamento.
Qualidade de vida
Fadiga crônica, cefaleia matinal, noctúria, redução da libido e comprometimento das relações conjugais e sociais. O parceiro(a) que dorme ao lado também perde a qualidade do sono pelo ronco.
Diagnóstico: a avaliação completa na Clínica Óris
A Dra. Loyane Bronzon realiza uma avaliação sistemática que inclui:
- Anamnese detalhada: investigação de sintomas noturnos (ronco, pausas, engasgos, sono agitado) e diurnos (sonolência, fadiga, cefaleia matinal).
- Avaliação de fatores de risco: IMC, circunferência cervical, uso de álcool e sedativos, posição ao dormir.
- Exame físico otorrinolaringológico completo: avaliação de nariz, faringe, palato, amígdalas, base da língua e úvula.
- Videonasolaringoscopia na consulta: visualização em tempo real da via aérea superior, identificando pontos de colapso e causas anatômicas.
- Polissonografia (quando indicada): exame do sono que mede múltiplos parâmetros — saturação de oxigênio, fluxo de ar, frequência cardíaca — para confirmar e graduar a apneia.
Programa de tratamento personalizado
1. Modificações do estilo de vida
Emagrecimento (mesmo 10% de redução do peso pode trazer melhora significativa), evitar álcool e sedativos antes de dormir, dormir de lado, higiene do sono e cessação do tabagismo fazem parte do plano para todos os pacientes.
2. Tratamento clínico
O CPAP (pressão aérea positiva contínua) é o padrão-ouro para AOS moderada a grave. Aparelhos intraorais (dispositivos de avanço mandibular) são indicados para ronco primário, AOS leve e intolerância ao CPAP. O tratamento da rinite e obstrução nasal é essencial para facilitar o uso do CPAP.
3. Tratamento cirúrgico
Quando há causas anatômicas definidas, cirurgias como septoplastia, turbinoplastia, adenoidectomia, amigdalectomia e uvulopalatofaringoplastia (UPFP) podem ser indicadas. Em muitos casos, a obstrução ocorre em múltiplos níveis e um tratamento cirúrgico combinado é necessário.
4. Programa de emagrecimento
Um diferencial da Dra. Loyane é o acompanhamento com foco em emagrecimento quando há sobrepeso ou obesidade — com orientações personalizadas, metas realistas e monitoramento da melhora dos sintomas ao longo do processo.
Agende sua Consulta
Se você ronca, acorda cansado ou foi informado sobre pausas respiratórias durante o sono, não espere para avaliar. Consulte a Dra. Loyane Bronzon na Clínica Óris, em Belo Horizonte.
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