Por que diferenciar é o passo mais importante

Antes de qualquer tratamento para ronco, é preciso responder uma pergunta fundamental: este ronco é apenas um incômodo sonoro ou é o sinal de uma condição médica séria?

Essa distinção determina completamente o plano de cuidado — tanto o tipo de intervenção quanto a urgência. A Dra. Loyane Bronzon conduz essa avaliação com base em anamnese, exame físico e, quando indicado, exames complementares.

Ronco primário (benigno)

O ronco primário ocorre sem pausas respiratórias significativas, sem fragmentação do sono e sem consequências cardiovasculares documentadas. Alguns pontos importantes:

  • O roncador acorda descansado — a arquitetura do sono está preservada.
  • Não há sonolência diurna excessiva — o roncador funciona bem durante o dia.
  • O parceiro(a) não percebe pausas respiratórias — apenas o ronco em si.
  • O ronco pode piorar com álcool, posição supina e sobrepeso — mas volta ao padrão normal sem esses fatores.

Embora o ronco primário não traga os mesmos riscos sistêmicos que a AOS, pode impactar a qualidade do sono do parceiro(a) e indicar uma via aérea com resistência aumentada — que merece monitoramento.

Sinais que sugerem apneia associada

Certos sintomas, quando presentes junto ao ronco, levantam forte suspeita de Apneia Obstrutiva do Sono:

  • Pausas respiratórias observadas pelo parceiro(a) durante o sono — "ele para de respirar".
  • Engasgos ou sufocamentos noturnos — despertar súbito com sensação de falta de ar.
  • Sono não reparador — acorda cansado independentemente de quantas horas dormiu.
  • Sonolência diurna excessiva — cochila em situações inapropriadas (lendo, no carro parado, em reuniões).
  • Cefaleia matinal frequente.
  • Noctúria — necessidade de urinar mais de uma vez por noite.
  • Irritabilidade, dificuldade de concentração e memória.

A Escala de Sonolência de Epworth

A Escala de Epworth é um questionário validado amplamente utilizado para quantificar a sonolência diurna. O paciente avalia a probabilidade de cochilar em 8 situações cotidianas (sentado lendo, assistindo TV, como passageiro em um carro, etc.).

Pontuações acima de 10 indicam sonolência diurna clinicamente relevante e aumentam a suspeita de AOS — sendo um dos parâmetros que a Dra. Loyane Bronzon utiliza para orientar a necessidade de polissonografia e a prioridade do tratamento.

Como a avaliação diferencia os dois

A diferenciação clínica é feita com base em:

  • Anamnese detalhada: sintomas diurnos e noturnos, qualidade do sono, impacto no dia a dia.
  • Exame físico otorrinolaringológico: avaliação da via aérea superior e fatores anatômicos predisponentes.
  • Videonasolaringoscopia: visualização do nível e grau de obstrução da via aérea.
  • Polissonografia: exame do sono que confirma a presença de apneias e hipopneias, calcula o IAH e determina a gravidade — leve, moderada ou grave.

Por que não esperar para avaliar

Muitas pessoas convivem anos com ronco sem investigar se há apneia associada — normalizando o cansaço diário, a dificuldade de concentração e o sono de má qualidade. A AOS não tratada acumula riscos cardiovasculares, metabólicos e cognitivos ao longo do tempo.

Independentemente de ser ronco primário ou AOS, uma avaliação especializada oferece clareza — e quando necessário, tratamento eficaz que transforma a qualidade do sono e do dia a dia.

Agende sua Consulta

Ronco com ou sem apneia merece avaliação. Consulte a Dra. Loyane Bronzon na Clínica Óris, em Belo Horizonte, e descubra a conduta certa para o seu caso.

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