A diferença entre sinusite aguda e sinusite crônica
Um dos equívocos mais comuns é tratar a sinusite crônica como se fosse uma "sinusite aguda que não passou". Na verdade, são condições com fisiopatologia diferente e que requerem abordagens distintas.
- Rinossinusite aguda: inflamação de início súbito com duração de até 4 semanas. Geralmente viral no início, com possibilidade de sobreinfecção bacteriana em cerca de 2% dos casos. Tratamento sintomático na maioria das vezes.
- Rinossinusite aguda recorrente: 4 ou mais episódios por ano, com resolução completa entre eles. Cada episódio dura menos de 4 semanas.
- Rinossinusite crônica (RSC): sintomas persistem por mais de 12 semanas — com ou sem exacerbações agudas sobrepostas. É uma condição inflamatória crônica que exige tratamento prolongado e, muitas vezes, abordagem cirúrgica.
Anatomia dos seios da face
Os seios paranasais são cavidades cheias de ar ao redor do nariz, que se comunicam com as fossas nasais por pequenas aberturas chamadas óstios. Quando os óstios ficam obstruídos, o muco acumula — e podem ocorrer infecções bacterianas secundárias.
- Seios maxilares: os maiores, nas maçãs do rosto.
- Seios frontais: na testa, acima das sobrancelhas.
- Seios etmoidais: entre os olhos.
- Seios esfenoidais: na base do crânio, atrás do nariz.
Sintomas da rinossinusite crônica
- Obstrução nasal persistente.
- Secreção nasal espessa — purulenta ou mucosa, anterior e/ou pós-nasal.
- Pressão e dor facial — nas regiões dos seios afetados.
- Hiposmia ou anosmia — redução ou perda do olfato.
- Tosse crônica pela secreção que goteja para a garganta.
- Halitose.
- Fadiga e sensação de cabeça pesada.
Fatores predisponentes à rinossinusite crônica
- Rinite alérgica não controlada.
- Desvio de septo nasal que obstrui os óstios dos seios.
- Variações anatômicas dos seios (concha bolhosa, desvio de processo uncinado).
- Pólipos nasais.
- Asma — fortemente associada à RSC com pólipos.
- Refluxo laringofaríngeo.
- Imunodeficiências.
- Tabagismo e poluição ambiental.
Diagnóstico
O diagnóstico é clínico e objetivado por exames complementares:
- Videonasolaringoscopia: visualização de secreção purulenta nos meatos, edema da mucosa, pólipos. Realizada na consulta com a Dra. Loyane.
- Tomografia computadorizada dos seios da face: exame essencial que mostra o grau de opacificação dos seios, alterações anatômicas e extensão da doença. Indispensável para planejamento cirúrgico.
Tratamento da rinossinusite crônica
Tratamento clínico
- Corticosteroides nasais: primeira linha — altas doses por tempo prolongado.
- Lavagem nasal com grande volume: solução salina para remoção de secreções e alérgenos.
- Corticosteroides orais em ciclos curtos: para exacerbações.
- Antibióticos de longa duração: 3-6 semanas em casos selecionados com componente infeccioso bacteriano documentado.
Cirurgia endoscópica (CENS/FESS)
Quando o tratamento clínico máximo por pelo menos 3 meses não resolve, a cirurgia endoscópica é indicada. Com endoscópios de alta definição, a Dra. Loyane amplia os óstios dos seios, remove pólipos e mucosa doente, permitindo ventilação e drenagem adequadas — e que os corticosteroides nasais penetrem nos seios após a cirurgia.
Agende sua Consulta
Sinusite crônica tem abordagem específica e tratamento eficaz. Consulte a Dra. Loyane Bronzon na Clínica Óris, em Belo Horizonte.
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