O tratamento deve seguir a causa

O tratamento eficaz da respiração bucal parte de um princípio fundamental: identificar e tratar a causa da obstrução nasal. Sem isso, qualquer outra intervenção — fonoaudiológica, ortodôntica — terá resultados limitados, pois a criança continuará sem conseguir respirar pelo nariz.

A Dra. Loyane Bronzon realiza a avaliação otorrinolaringológica completa, incluindo videonasolaringoscopia na consulta, para identificar com precisão a causa principal e propor o plano de tratamento individualizado — frequentemente multidisciplinar.

1. Tratamento clínico

Quando a causa é inflamatória (rinite, rinossinusite, edema por adenóide), o tratamento clínico é a primeira abordagem:

  • Corticosteroides intranasais: reduzem o edema da mucosa e dos cornetos — medicação de primeira linha para rinite e hipertrofia de cornetos.
  • Anti-histamínicos: quando há componente alérgico identificado.
  • Lavagem nasal com solução salina: fundamental para limpar as fossas nasais e reduzir a inflamação — recomendada diariamente.
  • Medidas de controle ambiental: redução de ácaros, mofo, pelos de animais — especialmente quando há rinite alérgica.

2. Tratamento cirúrgico (quando indicado)

Quando causas anatômicas têm papel significativo e o tratamento clínico não resolve, a cirurgia pode ser necessária:

  • Adenoidectomia: remoção da adenóide hipertrofiada — cirurgia segura e frequentemente curativa para respiração bucal em crianças. Realizada sob anestesia geral, com recuperação rápida (cerca de 7 dias).
  • Amigdalectomia: quando as amígdalas palatinas estão muito aumentadas e contribuem para a obstrução faríngea — muitas vezes realizada junto com a adenoidectomia.
  • Turbinoplastia: redução dos cornetos inferiores em casos de hipertrofia refratária ao tratamento clínico.
  • Septoplastia: correção de desvio de septo significativo — geralmente realizada na adolescência ou idade adulta.

3. Reabilitação miofuncional orofacial

Mesmo após o tratamento da causa da obstrução, a criança pode manter o hábito de respirar pela boca — porque a musculatura já se adaptou a esse padrão. A fonoaudióloga especializada em motricidade orofacial trabalha para corrigir esse padrão:

  • Fortalecimento da musculatura facial e perioral.
  • Reeducação do selamento labial — manter os lábios fechados em repouso.
  • Reposicionamento lingual — corrigir a postura da língua no palato.
  • Correção da deglutição atípica (engolir de forma inadequada).
  • Exercícios respiratórios para reeducar o padrão nasal.

4. Acompanhamento ortodôntico

Em muitos casos, as alterações craniofaciais já estabelecidas exigem acompanhamento ortodôntico:

  • Expansão do palato: uso de aparelhos ortodônticos para ampliar o palato ogival e corrigir a mordida cruzada posterior.
  • Correção da mordida aberta e do apinhamento dentário causados pela respiração bucal crônica.
  • Aparelhos funcionais: em alguns casos, estimulam o crescimento mandibular adequado.

O tratamento ortodôntico tem melhores resultados quando a causa da respiração bucal já foi tratada — por isso a sequência de cuidados importa: primeiro resolver a obstrução nasal, depois a reabilitação e o acompanhamento ortodôntico.

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Respiração bucal tem tratamento eficaz com a abordagem certa. Consulte a Dra. Loyane Bronzon na Clínica Óris, em Belo Horizonte, e inicie o caminho para a respiração nasal.

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