A respiração nasal e suas funções essenciais
A respiração nasal não é apenas uma via de entrada do ar — ela tem funções fisiológicas indispensáveis que a respiração bucal não consegue substituir:
- Filtração: pelos nasais e muco capturam partículas, poeira, bactérias e vírus, impedindo que cheguem aos pulmões.
- Aquecimento: o ar frio é aquecido ao passar pelas fossas nasais, protegendo as vias aéreas inferiores.
- Umidificação: evita o ressecamento das mucosas respiratórias.
- Produção de óxido nítrico: molécula com propriedades antimicrobianas e vasodilatadoras que melhora a oxigenação sanguínea.
- Estímulo do crescimento craniofacial: em crianças, a respiração nasal é fundamental para o desenvolvimento adequado da face e da arcada dentária.
- Qualidade do sono: a respiração nasal favorece um sono reparador — a obstrução nasal contribui para ronco e apneia.
Anatomia nasal: as estruturas envolvidas
Para entender as causas da obstrução nasal, é útil conhecer as estruturas das fossas nasais:
- Septo nasal: parede que divide as fossas nasais direita e esquerda — composto por porção óssea (posterior) e cartilaginosa (anterior).
- Cornetos (conchas nasais): estruturas ósseas revestidas de mucosa nas paredes laterais. Os cornetos inferiores são os maiores e os mais frequentemente envolvidos na obstrução.
- Válvula nasal: a região mais estreita das fossas nasais — responsável por cerca de 50% da resistência total ao fluxo de ar.
- Mucosa nasal: reveste todas as estruturas internas e pode se tornar inflamada e edemaciada em diversas condições.
Principais causas da obstrução nasal
1. Desvio de septo nasal
Uma das causas mais comuns de obstrução nasal crônica. Pode ser congênito, por crescimento assimétrico ou por trauma. O desvio reduz o espaço de uma ou ambas as fossas nasais — e nem todo desvio causa sintomas que justifiquem tratamento.
2. Hipertrofia de cornetos
Os cornetos inferiores ficam cronicamente aumentados por inflamação (rinite alérgica, vasomotora ou medicamentosa). Causam obstrução bilateral e sensação de nariz entupido persistente.
3. Rinite alérgica e vasomotora
Inflamação da mucosa nasal que causa edema, coriza e obstrução — podendo ser persistente ou intermitente conforme o alérgeno ou gatilho.
4. Rinossinusite crônica e pólipos nasais
Inflamação prolongada dos seios paranasais com secreção que obstrui as cavidades nasais. Pólipos são crescimentos benignos da mucosa inflamada que podem bloquear significativamente as fossas nasais.
5. Hipertrofia de adenóide
Causa frequente em crianças — a adenóide aumentada obstrui a passagem posterior do nariz (rinofaringe), impedindo a respiração nasal especialmente durante o sono.
6. Tumores nasais (causa rara, mas importante)
Obstrução nasal unilateral progressiva que não melhora com tratamento deve ser investigada para excluir causas tumorais.
Diagnóstico com a Dra. Loyane Bronzon
A avaliação completa inclui anamnese detalhada (características da obstrução, fatores agravantes, impacto no sono e na qualidade de vida), exame físico e videonasolaringoscopia na própria consulta. A videonasolaringoscopia permite visualizar em tempo real o septo, os cornetos, a adenóide, os meatos nasais e detectar pólipos ou secreções sugestivas de sinusite.
Quando necessário para planejamento cirúrgico ou investigação de rinossinusite crônica, é solicitada tomografia computadorizada dos seios da face.
Opções de tratamento
O tratamento depende da causa identificada e pode ser clínico, cirúrgico ou combinado:
- Tratamento clínico: corticosteroides nasais, anti-histamínicos, lavagem nasal — primeira linha para causas inflamatórias.
- Septoplastia: correção cirúrgica do desvio de septo.
- Turbinoplastia: redução dos cornetos inferiores hipertrofiados refratários ao tratamento clínico.
- Adenoidectomia: remoção da adenóide hipertrofiada.
- Cirurgia endoscópica nasal (CENS/FESS): para rinossinusite crônica e pólipos nasais refratários ao tratamento clínico.
- Cirurgias combinadas: desvio de septo + cornetos em um único procedimento — muito comum na prática.
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